Archive for the ‘Uncategorized’ Category

VI

O homem, chamá-lo mito, não passa de apelação.

V

Todo homem é uma pilha.

IV

Toda mulher fica nervosinha no pós-coito?

III

Minha vida segue. O quê, eu não sei.

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E no final das contas nada tem fim.

‘Tá assim:

À minha direita, uns 20 livros sobre a mesa; os presentes dela; umas pastas; provas da faculdade; uma sacola da Rosa Chá que não é rosa chá, mas azul; um resto duma barra de chocolate já derretido porque aqui tá um calor lancinante; uma garrafa de vinho vazia; o Proust; umas canetas; o relógio de parede em forma de lua que, há mais ou menos um mês, marca dez para as onze; minha cama avacalhada; mais livros; um carregador de celular; almofadas e meus chinelos. À esquerda, o ventilador que já deve estar prestes a pegar fogo, ligado desde que acordei às dez da manhã – agora são 20h35 – , umas fitas de vídeo – inclusive a de The Dead, que citei nuns posts abaixo -, DVD’s, jornais, outros livros, perfumes, uns discos de vinil que não ouço mais mas que dos quais não abro mão, meus óculos de sol quebrados, umas latinhas de chá inglês, CD’s, uma caixa de panetone já aberta, mensagens em garrafas e todo o tipo de souvenirs. O calor começa a dar um tempo. Se continuar assim, eu me recuso a passar o natal lá fora. 

Eu não pratico fogos de artifício.

Aquilo que me obriga não faz parte de mim.

Que semana mais filha da puta. Esse tempo disforme que ora passa rápido demais ora estagna. Bastardo. Ódio. Incômodo. Essas campanhas políticas idiotas que subestimam o intelecto de todo mundo. O cheiro. Às vezes o cheiro de tudo é insuportável. A textura, até a textura da cidade imunda é uma porfia. O som das vozes juntas, a celeuma, é uma nota desafinada. 

 “Existem momentos na vida em que é necessário economizar seu desprezo devido ao grande número de necessitados.” (Chateaubriand) 

Ed.