Archive for the ‘Music in Ótica’ Category

Cold

MySpace do artista/MySpace

Um post sem ranço, para não desagradar minha amiga Tina. Começam hoje os shows do Coldplay, em São Paulo. Ouço bastante o A Rush of Blood to the Head aos fins de semana, em casa; pricipalmente porque minha noiva não reclama muito das canções, ao contrário do que acontece quando ponho para tocar Marilyn Manson, imaginem só. Conheci Coldplay como todos – creio -: ouvindo Yellow, música do primeiro album, Parachutes. E gostei. Mas não fico fazendo comparações como quem não tem o que fazer. Por exemplo: dei uma lida rápida nas revistas Bizz e Rolling Stone Brasil de fevereiro   (cujas capas são quase idênticas) e a primeira compara a banda de Chris Martin ao Radiohead, enquanto a segunda coloca o U2 do outro lado da balança. É chato isso. Não gosto de Coldplay por se parecer com alguma outra coisa; gosto, simplesmente. E eu gostaria de ir aos shows, apesar de não gostar do aglomerado de gente. Gente é algo que irrita (Ed, olha o ranço!). Bom, não vou pois os ingressos esgotaram em dois dias e, além do mais, não moro em São Paulo. Enjoy.

Vertigens

Juro que vou vomitar.

*

Minha noiva é tão boazinha e zen e tudo o mais. Parece o Dalai Lama.

*

E o Machado falava com propriedade quando disse ser o homem uma contradição. É engraçado (não tem nada de engraçado) que, com o tempo, a gente adquira uns hábitos estranhos. Devo estar mesmo ficando velho, sei lá. Pois ontem cheguei em casa com vontade de ouvir Jethro Tull enquanto lia umas matérias da piauí deste mês e, concomitantemente, o livro do Luiz Biajoni. Pensei em ligar o pc mas logo desisti: só consigo ouvir Jethro Tull, Pink Floyd e a maioria das bandas anos 70 se for em LP. E eu tenho um daqueles sons velhos da Sharp, preto, que não mais grava, não mais sintoniza perfeitamente as minhas rádios diletas mas, sim, ainda toca os meus discos antigos. E assim foi. Liguei a velharia e voilà: senti aquela agulha limpando a poeira do vinil, tão barulhenta quanto um trem descarrilhado.

Música para suprir a minha falta de criatividade. A letra é do David Bowie, mas eu gosto muito da versão do The Walflowers – com o filho do Bob Dylan, sabe? Jacob Dylan, acho.

I I wish you could swim
Like the dolphins
Like dolphins can swim
Though nothing
Will keep us together
We can beat them
For ever and ever
Oh we can be Heroes
Just for one day

I
I will be king
And you
You will be queen
Though nothing will
Drive them away
We can beat them
Just for one day
We can be Heroes
Just for one day

I I can remember
Standing
By the wall
And the guns
Shot above our heads
And we kissed
As though nothing could fall
And the shame
Was on the other side
Oh we can beat them
For ever and ever
Then we can be Heroes
Just for one day

We could be Heroes
We could be Heroes
We could be Heroes
We could be Heroes just one day

No Surprises

No Surprises (tradução)

Radiohead. Mogwai. Cat Power. Black Rebel Motorcycle Club. Pearl Jam. Belle & Sebastian. Elliot Smith. Bjork. My Bloody Valentine. Death Cab for Cutie (…). São algumas das minhas bandas de fim de ano. Música para abafar o barulho lá fora – que povo barulhento esse, não?