A que ponto

Durante toda a semana tenho participado de palestras e debates sobre literatura na universidade Estácio de Sá, aqui em Belo Horizonte. O tema de ontem foi blogs e literatura on line; em virtude disso as autoras do Mothern estiveram lá, dando umas aulinhas sobre blogs e falando do trabalho que realizam. Mas o que me espantou mesmo, no fim das contas, foi a quantidade de estudante de comunicação que não sabe o que é um blog. As perguntas idiotas iam surgindo e eu ia diminuindo na minha cadeira. Que vergonha, que vergonha. Foram assuntos: blogs que viram livros, livros que viram blogs, o caso Meg, etc.

Dou palestras sobre cinismo, canalhice e dissimulação. Convidem-me.

20 comments so far

  1. Rosangela on

    O mal de alguns brasileiros é achar que existe um certo charme na burrice.

    Abraços Ed!

  2. cleber on

    Mas o que SABE um estudante de comunicação?

  3. fernanda on

    não reclama do povo de jornalismo que se eu te contar como é que o assunto é tratado no meio do povo da moda vc fica feliz. (tava bem com saudade de passar aqui e comentar – que eu continuo te lendo via rss!)

  4. elisabetecunha on

    Preciso de uma palestra sobre CANALHICE!

    brincadeirinha!!

    Saudade!🙂

  5. Maria Elisa Guimaraes on

    Ed,
    para mim, uma exposição triplamente imerecida.
    beijos, querido

  6. tarsischwald on

    Ed, vc subestima a imbecilidade da juventude brasileira. Está precisando ver uma missa do Darth Papa. Esse é pop.

  7. caiocito on

    “Dou palestras sobre cinismo, canalhice e dissimulação. Convidem-me.” OK, JOE! Ando lecionando de graça. Tôporfora do preço de mercado.

  8. João Paulo on

    Edson,
    Quando falo que vc é uma exceção não estou brincando. Por que os resultados sobre a educação brasileira tem índice tão baixo??? Leitura não faz parte do contexto dessas pessoas, ainda mais o blogosfera, eles preferem sites pôrnos etc.

    A internet é um suporte textual, que pouquíssimos descobrem qual sua verdadeira função.

    Parabéns por escrever post que nos faz pensar!!!

    Abraços!!!!

  9. Jean Piter Inzaghi on

    E pensar que estes serão os futuros “formadores de opinão” de nosso país!
    É por isso que Big Brother, Jô e Altas Horas tem tanta audiência.

  10. jorge nobre on

    “Se um dia você for ministro das comunicações, dê um jeito de agradar à esquerda e à globo ao mesmo tempo”, disse o professor de comunicação ao aluno de comunicação.

    E é só isso que o estudante de comunicação precisa saber, se não aprendeu como conseguir um visto para um país sério…

  11. jorge nobre on

    Quanto aos blogs – bem, quem faz perguntas idiotas é o blogueiro ideal, na minha opinião. Seus alunos levam jeito, Ed.

  12. Fran on

    eu concordo com o João Paulo aqui em cima e ponto

  13. Donato on

    Acho que, quanto ao cinismo e à canalhice, suas palestras não surtirão grande efeito. Todos sabem, intuitivamente, ser cínicos e canalhas. Claro que é possível dar alguma sofisticação e graça a essa habilidade inata, mas não creio que todos estejam dispostos a ser sutilmente filhos-da-puta. O que tem vigência mesmo é a desfaçatez grosseira.

    Ah, e você gosta daquele católico histérico, daquele monstro de conservadorismo que foi Barbey d’Aurevilly, não é? Ponto para você. Já leu “As Diabólicas”? Como me diverti com aquele livro! Especialmente naquela história em que o marido e a mulher, ao brigar, ficavam atirando o feto embalsamado um na cara do outro. Hahahaha, que puta horror! Está aí um bom tema para palestra: a crueldade na literatura.

    Abraços. Voltarei aqui mais vezes.

  14. Marianna Valente on

    Fico triste em ler tal constação. Infelizmente acredito não ser um problema localizado, no caso daqui, Belo Horizonte, pois seria de mais fácil solução, apesar de não deixar de ser embaraçoso.
    Atualmente, faço dois cursos superiores, um deles de comunicação na UFMG e, apesar de inúmeras dificuldades que temos no ensino público, existe uma galera muito boa fazendo acontecer.
    O mesmo não posso dizer de todas as faculdades e muitos menos de todos os alunos,percebo uma facilidade muito grande no ingresso em uma graduação, mas uma dificuldade enorme em formar-se profissionais diferenciados.
    Acredito que mesmo com os problemas já conhecidos no sistema de ensino brasileiro, exista uma conscientização por parte dos próprios estudantes para se gabaritar e se tornar um bom profissional e não apenas a “brincadeira de estudar” que é provalvelmente a linha dos estudantes citados neste post.

  15. marcus on

    E estudantes de Matemática que não sabem Matemática? Putz, tem vários.

  16. maria on

    Ed, muito Boris Vian essa tirada…

    Não sem razão. A blogosfera não é ultrapassável como forma de comunicação livre e dissociada de ideias e estados de espírito que não sejam os pessoais. Teses portanto – sim, li a tua teoria sobre isso, eu estou desgraçadamente a acabar a minha… -, imagens, memes, intervenções, gritos pessoais, quanto mais subtis melhor, o que um lê não lê o outro, tantas leituras num post quanto a proximidade do autor e o conhecimento virtual ou directo do mesmo e da sua circunstância.

    Podemos ser certeiros, podemos ser cínicos – realmente -, podemos ser inconsistentes, imprecisos, subtis, inteligentes ou mesmo muito tolos só porque.

    Mas é um movimento de massificação de escrita livre muito poderoso. E não faço análise aqui dos blogs de conjunto ou listas de discussão (as primas).

    Nunca se substime o poder de um adulto em forma de criança com uma caneta na mão…

    Um beijo.

  17. elisabetecunha on

    Bom final de semana!🙂

  18. News? « 7 on

    […] lendo o SemiÓtica, pra ser mais exato esse post (que fala inclusive da MEG(que sempre ajuda quando eu aciono o bat-sinal e parou de mentir sobre a […]

  19. Rita Copetti de Queiroz on

    Tenho alguns amigos que estudam comunicação, e tenho a impressão que blog é uma palavra alienígena pra eles.

  20. Bruna on

    Nunca tinha coragem pra comentar aqui! Dá medo de falar besteira. Mas como leitora assídua, estudante de comunicação, aspirante a semioticista não podia deixar esse post passar batido.
    Realizo uma pesquisa sobre blog, na minha universidade. Faço parte de um grupo de estudo, em semiótica. Nas primeiras reuniões, todos que possuíam um fotolog, ou flog, se consideravam blogueiros! Legal, né?
    😉


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