Tapinhas nas costas

Tenho na estante um livro chamado Maravilhas Do Conto Francês, que já li mas que não me “acrescentou” nada – engraçado como todos querem ser o tempo todo acrescentados, que mania mais estranha. É uma reunião de autores como Guy de Maupassant, Stendhal, etc. Não estou com o livro em mãos; mas há um conto cujo nome não me lembro e autor idem que conta uma história no mínimo irônica, que quero comentar com vocês. Recorro puramente à memória, corrijam-me se eu me estiver equivocando. É a história de um jovem que procura um velho aristocrata a fim de solicitar um emprego. Dutante a entrevista, o senhor pergunta ao jovem a respeito de suas atribuições, essas coisas. O aristocrata dispensa o rapaz, dizendo que entraria em contato caso tomasse alguma decisão. Frente ao escritório do Serviço Público há uma praça pela qual o jovem precisa passar para chegar à rua de destino. O Aristocrata ia acompanhado com os olhos os passos do jovem através da praça, quando este se abaixa para apanhar algo no chão. Grita o velho:

__Rapaz, encaminhe-se de volta até aqui.

Chegando lá, imaginando ter conseguido o emprego, o jovem diz “pois não, senhor.”

__O que foi que você encontrou no chão da praça?

__Um alfinete, senhor.

__Que pena, rapaz. Você não serve para o serviço público; se atém a detalhes demais.

6 comments so far

  1. Natália on

    Pois é!
    Hoje na aula de AFO estávamos justamente comentanto sobre as horas improdutivas de trabalho “morcegagem”, e perguntamos ao professor: qual será o número de horas improdutivas de um servidor público?
    Tem coisas que é melhor nem pensar.

    Gostei da história!

    Te amo!

    Beijos

  2. elisabetecunha on

    2 olhos para ver e 1 boca prá falar!!
    sabedoria pura!
    apareci!

    bug!

  3. Caio Marinho. on

    Hehe, legal. It’s all for the money, dood.

    Ei: eu tô ali do lado, ó.

  4. Maria Elisa Guimaraes on

    Oi Ed:
    Não reconheci o conto, mas foi um dos melhores que já pude imaginar e faz mesmo o gênero dessa época do Maupassant, onde a frivolidade era tudo.

    Hoje, nowadays:-) este cara seria imediatamente empregado, diriam aquela história de saber ver a árvore e não só a floresta, que tinha acuidade para ver coisas ínfimas como um alfinete.

    Wow!
    Eu adorei, daquele jeito que a gente se pergunta : e se eu vivesse nessa época?
    Um beijão e, volte lá no SubRosa-Flabbergasted2, Ok?
    Algum alfinete vc encontrará.
    Beijão
    Meg

  5. Artur de Assis Andrade on

    Parabéns pelo blog!

    http://www.casasbahia.org

  6. tarsischwald on

    Hum… Deixa eu ver.
    AHÁ, claro! O Aristocrata era o Zé Dirceu!!!


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