semelhanças superficiais

Existe em todas as pessoas um desejo de superação em relação ao outro que, antes de ser uma teoria de Hobbes em Leviatã, é  característica primal do ser. Tal desejo de superação é tido pelas teorias modernistas como trunfo, como estratégia pensada a ser empregada em prol de uma, digamos, vida melhor. O tema é corrente em paletras institucionais e/ ou acadêmicas, utilizado sempre com o falso intuito de otimizar as ações humanas, como catalizador de vontades e desejos. Concordo que tal faculdade inerente ao homem seja, sim, motor para se atingir na vida certos objetivos. Concordo, resguardando-me de certas exceções, que é o desejo fator responsável por quaisquer conquistas que se possa adquirir. Mas entendo ser um argumento falacioso o utilizado em palestras, livros, programas de auditório e sites de conteúdo em tom auto-ajuda: o de que todo desejo de competição é benéfico. Mas divago.

E esse título não tem nada a ver mesmo, mas eu prefiro assim.

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7 comments so far

  1. Caroline on

    Não é possível. ..Depois de um treinamento daqueles você me escreve uma coisa dessas? Não entendeu que o “Importante é competir”???? ou não conhece “O espetáculo da Inovação”?
    Eu hein? Você não acredita em seu próprio trabalho?
    Absurdo!!!!!! =P

  2. Caroline on

    E o vídeo final não te emocionou? rs

  3. j. noronha on

    Como disse o Veríssimo, imagina o caos de um mundo cheio de vencedores fracassados como esses gerados pela auto-ajuda. Até lembrei do chato do “pequena miss sunshine”. Não sei que palestra foi, mas odeio essas coisas motivacionais.

  4. Rosangela on

    Acho a competição desleal algo inútil e que tira muita energia. Se é que existe competição leal (do que duvido) nada de positivo ela tem também. Competir é mostrar-se melhor e isso já é cruel por excelência.

    Abração e bom fim de semana, Edson!!

  5. Caio Marinho. on

    “Little Miss Sunshine” é muito fudido.

    ***

    É aquele negócio do Harold Bloom, doido: ele tem esses livros sobre gênios e onde está a sabedoria e tudo, e que Shakespeare tinha o pauzão e ninguém vai ter um igual na história da humanidade: vai chupar meus ovos, doido: como se literatura fosse uma corrida de cavalos que o vencedor fosse sempre o mesmo e tudo que os outros jóqueis podiam fazer era tentar chegar perto. E olhe lá.

    Isso sobre o desejo de competição, obóvio.

    Sobre o Desejo – o freudiano? – ele é uma força fudida mesmo: impõe uma falta na gente, que não pode ser preenchida: a idéia das palestras motivacionais é tentar encher essa porra desse vazio através “espírito empreendedor”, onde você vai “melhorar seu desempenho” e “otimizar sua vida.” Chupe meus ovos again, doido.

    E é claro que tu já sabe de tudo isso: eu que ando numa onda de comentador intelectualóide.

    Much love.

  6. Caio Marinho. on

    Qual texto, dood?

    Não lembro se foi por aqui, acho que não. Sei que o cara e seus dois-pontos viciam.

  7. tarsischwald on

    Acho que entendo. Em nosso processo de americanização estamos importando essa idéia de “looser”, de que uma pessoa só é feliz se for o rico e famoso da ocasião, de ser “bem sucessido”.

    Um tem que ser melhor que o outro, e foda-se a ética.
    De uns tempos pra cá isso está bastante em alta.

    Não concordo com esse conceito. O único looser genuíno que conheci foi minha ex mulher. Até ai, como ela não prestava pra nada mesmo, então o idiota fui eu em cair nessa…


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