que preguiça dos reacionários

Vejam só o que um indivíduo unlink comentou aqui:

Puxa, que post mais vazio!
Você pode ter lido, mas não entendeu “A república”.
“E ninguém precisa ler A República para entender o Mito da Caverna” Pelo dito acima tanto faz o cara ler “A república” ou “Platão em 90 minutos”.  Para alguém afirmar que “Eu li esse e outros clássicos da filosofia, e pelo menos metade eu classificaria como desnecessária, obsoleta.”, o grau de autoconsciência deve ser muito baixo. Não leste o teu próprio post? Esse sim, longe de ser ‘inútil e indispensável’, é apenas inútil. O seu blog é um raso exercício de auto-adulação masturbatória: “uau! eu li todos os clássicos! Todos são obsoletos! eu os superei!” Leia mais, escreva menos.”

E sabem, eu morro de preguiça dessas criaturazinhas. Morro de preguiça. Então, Rodrigo, se me estiver lendo, saiba que eu não escrevo para você nem tampouco para a sua estirpe. Excetuando-se os meus poucos leitores, eu escrevo para mim mesmo. Eu teria vergonha de postar um comentário como o que você postou. De gente reacionária o país está cheio, e isso me faz sentir pena dos que, como você, acham bonito o fazer-se entendedor de todas as cousas. Você não me conhece e eu não escrevo para você, dá para entender? Já filosofia eu não me desgasto discutindo-a com você, que, pelo que vejo, ainda está encantado com os livretos que mandam ler no ensino médio. Eu mal tenho que provar algo para mim, muito menos para gente como você. E dou-lhe um conselho: vá ler Eleanor H. Porter, faz mais o seu tipo.

8 comments so far

  1. Ibrahim Cesar on

    A República é mesmo bem fraco, na verdade todo livro de filosofia é 90% blábláblá e 10% coisa boa e geralmente são aquelas que estão na resenha, na contracapa ou no Platão 90 minutos.

    A diferença de cada autor é o estilo. 90% de blábláblá de Schopenhauer é divino, 90% de blábláblá de Wittgenstein ou Deleuze é para tentar se matar.

    Ps para o Rodrigo: Eu faço filosofia.

  2. Natália on

    Meu amor
    Ler mais? bom vc já lê demais.
    Escrever menos? Não é isso que eu quero, pois mesmo os seus textos radicais, eu admiro e fico “babando” com sua forma (que para mim é perfeita) de escrever.

    Meu bem, eu simplesmente amo ler o que vc escreve, mesmo que as vezes eu não concorde. E acho que isso é o mais gostoso em ler o que as pessoas escrevem, pois a nossa opinião já é bem clara para nós mesmos.

    Eu te amo!

    Beijos

  3. Caio Marinho. on

    Mah: just say ‘fuck’.

  4. Caio Marinho. on

    O meu faz dormir o dia inteiro: durante os Beatles, inclusive.

  5. rodrigo on

    Caro Ed,

    Qual atitude mais exemplar do pretenso ‘entendedor de todas as cousas’ que não a de anunciar aos quatro vento ter lido vários clássicos do cânone ocidental, relegando metade deste à classificação apressada de ‘obsoletos’? O pretenso ‘entendedor de todas as cousas’, ignorando o conceito mais comum de lógica elementar, é aquele capaz de se referir à Filosofia, num mesmo texto, como sendo a um só tempo “desnecessária”, num momento, mas “indispensável”, no outro (vide vosso post anterior). Como algo pode ser ‘indispensável’ e ‘desnecessário’ a um só tempo, assim como o misterioso sentido que o Sr. aplica ao adjetivo ‘reacionário’ – obviamente deslocado de contexto e precisão – é algo que só o Sr. e seus leitores devem entender. Eu aconselharia que o Sr. fosse ainda mais preguiçoso com relação à minha pessoa, e, ao invés de me dedicar um post, melhorasse a qualidade de suas leituras e de seus textos, que só fazem expressar uma erudição apressada e vazia. Enquanto isto não é possível, o Sr. pode prosseguir deleitando seus leitores com excelentes colagens de citações alheias.

    Ps- Se o nosso caro Ibrahim pretendeu respaldar alguma autoridade para sua opinião risível na afirmação “EU FAÇO FILOSOFIA”, a intenção de sua defesa lamentavelmente teve efeito contrário.

  6. Edson Junior Lain on

    Rodrigo:

    Chega de filosofia que ela já me cansa. E se lhe é tão difícil entender o que é uma Opinião, afinal de contas, torna-se realmente difícil uma discussão decente. Mas não nos levemos tão a sério; aliás não me leve a sério, assim como não tenho o trabalho de pensar muito os seus comentários. É besteira. Afinal, não queremos transformar todos os espaços, incluindo blogs e afins, em guetos para debates ditos intelectuais, queremos? Eu escrevo o que quero, e não para convencer um ou outro. E no que tange aos seus julgamentos quanto à minha pessoa, eles são demasiado infundados, não? E logo o Sr., comentador tão certo do que fala e tão politicamente, digo, filosoficamente correto… mas divago.

  7. marcus on

    Creio que o Rodrigo quis somente dizer para tu teres uma atitude mais humilde, mais de aluno frente aos grandes filósofos. Algo do tipo “quem és tu para questionar a autoridade de Platão?”. Ou então: “Não gostou? Faz melhor!”

    Ou seja, foi uma típica opinião desnecessária.

  8. Natália on

    “O SemiÓtica é um dos melhores blogs por conseguir se destacar nunca indo pelo caminho mais fácil da linkania desvairada e seguindo por um terreno perigoso e muito díficil: ele registra pensamentos próprios.”


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