Keats, Wilde, Proust & me

Eu não leio poesia, como já escrevi dantes, mas muito me agrada a história de John Keats (não, não li na wikipedia): rico e ocioso, passava os dias lendo; ou seja, a vida que eu queria ter. Keats morreu de tuberculose em 1821, e sobre seu túmulo foi inscrita a famosa sentença “Here lies one whose name was writ in water “, que ele mesmo escreveu. Conheci Keats num livro de ensaios de Oscar Wilde, Chá das Cinco com Aristóteles, no qual o dândi faz boas referências ao poeta, além de citar e comentar alguns poemas. E como a minha edição de Chá das Cinco é bilingue, dá para ter umas boas idéias da originalidade linguística de Keats, como trocadilhos e jogo de palavras, bem à maneira da literatura inglesa do século XIX. O Chá das Cinco, do Wilde, eu não conhecia até comprá-lo, há uns anos. Vasculhava as prateleiras duma Leitura aqui da capital quando ví a capa. Comprei no ato. É na verdade uma reunião de ensaios e críticas literária e social, do início da carreira de Oscar, antes de O Retrato de Dorian Gray ou qualquer outra obra conhecida. Wilde, vocês sabem, morreu em 1900, ano em que Proust fazia 29 anos e ainda não tinha publicado Em Busca do Tempo Perdido, cuja primeira parte só veio a público em 1913 e que só recentemente lí. Ai de nós que vivemos no século XXI.

5 comments so far

  1. Caio Marinho. on

    “& Me”?

    Marrapás. Como diria uma amiga minha: “In my taco, I Trust.”

    E não tem nenhuma partezinha da Wikipedia? Nem o finalzim? Pô dizê, dude.

  2. Edson Junior Lain on

    Hhehe, não. O pior é que eu entrei lá depois para ver como estava a biografia do Keats, etc.

  3. Caio Marinho. on

    Sim, também pode ser só na tua relação com os três, na completa inocência e tal: a culpa é do paralelismo.

  4. j. noronha on

    Bah, li O Retrato de Dorian Gray quando tinha uns 14 anos. Tenho que reler, certo que perdi muita coisa na época. E só posso morrer depois de ler Proust, toda hora ouço falar em A la recherche… e nunca ao menos folhei…

  5. Bruh on

    Não conheço as obras, mas hei de conhecê-las agora na faculdade. Conheço do Wilde menos do que gostaria de conhecer. E de Keats ainda menos.
    E espero esbarrar sempre com um “que” de Henry.


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