O labirinto do fauno

O Labirinto do Fauno, de Guillermo Del Toro, é o melhor filme lançado em muito tempo. Enquanto assistia-o, eu via, nítido, o Frodo e toda a trupe de Lord of the Rings sendo envergonhada, desacreditada. Noutro momento, o Fauno sai das sombras e dá tapinhas de luva na cara lavada do leão de Nárnia, o messias. O Labirinto do Fauno representa o fim da fantasia, o fim do Conto de Fada – ou mais propriamente a sua impossibilidade de coexistir com o atual e corrompido mundo real, que há muito superou ficção. É um filme triste, obscuro. Mas o melhor adjetivo que se aplica à obra de Del Toro é pungente. É um filme que incomoda: quanto mais próximo do final, mais caótico ele se nos apresenta, mais melancólico, mais real.

11 comments so far

  1. tina oiticica harris on

    Não sou fã do “Senhor dos Anéis” nem vi o filme baseado no C.S. Lewis justamente porque reservo meu maniqueísmo para a série “Guerra nas estrelas”.
    Obrigada pelo aviso sobre o “Labirinto do fauno.” Tinha desperto minha curiosidade; filme triste não vejo tampouco. Não agora.

  2. Natália on

    “…o Fauno sai das sombras e dá tapinhas de luva na cara lavada do leão de Nárnia…”

    Não gostei disso, ele tinha que dar tampinhas naquela mulher que fez prancha, né amor.

    Te amo!
    Amanhã veremos juntos, ok?

  3. Caroline on

    Traz pra mim na segunda ok?🙂
    E vê se melhora a rabiga….😦

  4. rodrigo de lemos on

    gostei da tradução do filme em português. tinha ser “labirinto do fauno”, que “de pan” brasileiro nenhum ia entender.

  5. Edward Bloom on

    Bom, não sendo filme francês já é um bom começo =]

  6. Caiocito on

    taí, não vi esse filme. Peguei o link do Biajoni aqui. Uma Novela Marron. Muito bom, também gostei.

  7. Hermenauta on

    Eu também gostei muito do filme. Tive a ocasião de comentar, em um post, o interessante detalhe da protagonista ser uma menina, coisa relativamente rara no cinema de hoje em dia. O filme é tocante, principalmente o seu final.

    Fora isso, acho que já passou da hora de dessas bobagens do tipo “ah, o povo sabe lá quem é pan?”. Tais gracinhas, de tão batidas, já não servem nem como diagnóstico nem como tratamento (exceto talvez de quem a profere). Como se, aliás, o povão, povão mesmo não achasse que o título escolhido não tem algo a ver com o programa daquele cara, o Fauno Silva.

  8. Jorge Nobre on

    Um filme para quem não se curou das saudades da infância, então? Eu ainda não vi.

  9. elisabetecunha on

    Snif!😦
    Pequenice………..
    Têm ranço!

  10. Alessandro Martins on

    Gostaria de ler/ver. Lembrou-me a primeira parte de A História Sem Fim isso da impossibilidade das histórias. Mas o Paulo já tinha me chamado a atenção para isso. Enfim. Vou ver se está em cartaz aqui na província.

  11. Alessandra Carvalho - Lain on

    tô louca pra ver o filme!!


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