Sigo, empertigado
Amiga a quem conheço pessoalmente argüiu-me outro dia sobre a minha conduta. A ela interessava saber se minha personalidade demonstrada aqui no blogue é também praticada ativamente no mundo real. Respondo: não, no mundo real sou pior. A vida real exige um certo nível de sutileza pouco praticada na prosa direitista, e é essa mesma sutileza o maior agravante presente no ato da dissimulação. Impede-me também o meu conservadorismo de entrar em discussão por coisa pouca; e estou sempre a me esquivar de conversas tortuosas, de companhias má vestidas, de ambientes desagradáveis, de sacripantas. Com tudo isso um sorrisinho forçado vai muito bem, além do quê não faz mal. E se insistem em saber acerca do sabor do cinismo, digo apenas que, tal como na culinária, a fome é o melhor tempero.
20 comentários até agora
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Ah eu sou uma péssima ser social, não sei dissimular, não sei ser cínica. Só tosca mesmo.
Empertigada é algo que provavelmente nunca me definirá…rs.
E sim, mudei. Agora sou sua vizinha. Tem uma xícara de açúcar, por favor?
O que me salva é que não preciso lidar com nada. Quando devo resolver pepinos da família vou direto ao assunto. Nunca tive papas na língua. Agora dizem que voltei americanizada. Well, well, well, já dizia o John Lennon. Lembre-se porém que sou uma velha. Você poderia tetar aprimorar seu touché. Afinal, os mineiros são famosos diplomatas.
Vai por mim: é uma boa fazer isso.
Só cuidado para não se desumanizar.
Na empresa tu é meio que obrigado a ser gentil, as vezes é necessário, as vezes é até bom, sempre tem alguém que te surpreende. Mesmo com o nível de imbecis (virtuais e) reais que hora abundam, o negócio é seguir e a filosofia da vaca.
Ou não.
T§
Amei! Queria poder ser assim de vez em quando. Acho que minha diplomacia e delicadeza me colocam em várias saias justas; dão até aos cínicos chance de soltar pilhérias e fazer insinuações ridículas. Acck!
Abraços!
Poxa! Você me supreende… respondeu a altura! Tenho muito a aprender com você… Muito obrigado pelo ensinamento de ontem. Você me fez ver a necessidade da leitura como “nunca” nunca mesmo alguem havia feito… Parabéns…
Ontem bateu preguiça…
Tive que fazer uma logomarca para um “Abatedor de jacaré”. É mole?
Mais novis: Chegou uma nova “amiguinha” de trabalho. Para montar aquelas caixinhas chatofas. Pobrezinha!
Abraçãozão (saudade demais menino….)
nunca pensei em melhor estilo de vida. Parece que a sociedade vive empurrando as pessoas uma contras as outras, testando as reações e julgando qualquer distanciamento.
Também tenho pouca paciência com pessoas sem conteúdo ou de conteúdo futil! Só não aprendi e ser Chato como você ainda! rsrs
Um abraço Don Ed Wotton
olá!!! Me diga como foi passar boa parte da noite fazendo trabalho??? Espero que tenha sido proveitoso…Começei a ler o livro, estou gostando muito!!!
Elegante até para justificar-se! Uhuu…
É sempre bom ler suas crônicas, pois elas me remetem ao que sou, um pouco pior do que gostaria de ser.
Eu bem que tento…mas não consigo!
Sou completamente transparente, mostro se estou chateada, feliz, indiferente…
Amanhã você voltaaaaaaaaa
Ebaaaaaaaaaaaaa!!!!
“Em se tratando de culinária, a fome é o melhor tempero.” Concordo plenamente com esta frase. É melhor dar uma noção sobre sua conduta no bolgue para dar um “certo alívio à apatia” do que se dispor inteiramente disso. Imagina eu, por exemplo, tendo que postar algo sobre roupinhas de diabinho no meio da rua;a noite!
Tudo o que fazemos deixa um ar com a característica pessoal mesmo, não tem jeito. E isso sair de forma dosada pode ser mera consequência. (hahaha! grande novidade!)
bjos mil!!!
Bem directo. Claro que sim, és com certeza tudo o que passa no blog e muito mais. Capaz de escrever o que sentes e viver também o que escreves. Gostei de ler. Um abraço.
“estou sempre a me esquivar de conversas tortuosas, de companhias má vestidas, de ambientes desagradáveis, de sacripantas.”
Well, para um jornalista isso deve ser dificil…
Eu não sei o sabor do cinismo. Tenho por mim que deve ser mastigado devagar e engolido com força. Mas nada posso dizer quanto ao sabor.
Não consigo usar tal disfarce ainda, mais com um tempo aprendo, pois para se viver em sociedade, é preciso.
Abração!!!
Meu querido e ácido Ed!
Saudades do seu ranço!!
Que bom que voltou!
Por experiência e convivência, assino abaixo e digo ESSE É O ED. QUE CONHEÇO.
Mas apesar do gosto extremamente apurado, das exigências incrivelmente expostas, ele é um doce de pessoa.
Não sei se da para perceber, mas o “Ninho” (é como eu o chamo), é uma pessoa extremamente delicada e sensível.
Por isso eu amo tanto esse homem.
Farta de quem pergunta-me se “sou como sou”. Parece que querem uma ressalva para decidirem se continuam contato ou não conosco. São incansáveis e-mails que recebo querendo saber se sou mesmo o que escrevo de mim. Não, é o meu papagaio quem escreve!
Perdões mil pelo desabafo de uma mulher que não é mulher.
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