Vergonha da classe
Uma historinha verídica: amigo meu, bêbado, num bar, ao ver passar um cabeludo com uma camiseta com estampa do Che Guevara:
__Ô, esquerdinha! (gritando)
__Quando você deixar seu cabelo crescer, venha falar comigo!
__Pensei que estávamos falando de política…(sussurrando)
Eu também era de extrema esquerda até há uns anos, quando adolescente. Lia Marx e dava tudo por uma camiseta com estampa do Che – peça que, hoje, se vejo alguém usando, sorrio sarcástico. Não é que com o tempo nos tornamos direitistas; é que, com o tempo, vemos o quanto nossos professores falavam sério quando diziam ser o comunismo nada mais que utopia. E com extrema esquerda quero dizer que eu não comia na Mc Donald’s, lia Caros Amigos e colocava a culpa no sistema.
Francamente.
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Também não acredito muito no comunismo como sistema. Mas acho que temos o dever de nos policiar para que não viremos porcos alienados da mesma forma como a maioria o faz.
Grande abraço…
Você agora é elitista, conservador, dondoco?
TEM RANÇO!
Beijos Bug!!….
E como estão certos nossos professores!
Boa semana, Edson!
O problema dessa coisa de esquerda é que a cada dia você prefere ficar cada vez mais sozinho, e com o mínimo de pessoas ao redor, e só com elas aproveitar as benesses dos teus saldos.
No meu primeiro semestre da faculdade, entrei em grupo de estudo marxista, fui pra manifestação, ia pra faculdade quando em greve e estudava a Ontologia do Ser Social segundo Lucáquis.
Ô putaria.
Ainda acredito em preceitos socialistas. Acredito que a revolução é permanente e internacional ou morre como morreu.
Nunca usei camisetas políticas ou abri mão da coca-cola ou do rock & roll. Acho que é aí onde reside confusão.
Se uma pessoa crê em alguma mudança tem a obrigação de fazer agit-prop por ela.
Gostei do tom confessional do post.
Eu nunca confessaria uma coisa dessas. Que coragem. rs
Super Ed…..tchan,tchan…!
O super capitalista ataca novamente………
beijos Bug!
Tem ranço?
Ed: Obrigada , vc é um amor!!!

Fique sempre à vontade!
Beijos ,beijos, beijos!
Que besteira!
O CHE é a versão guerrilheira da Marlyn Monroe. Totalmente Pop.
Ninguém liga muito para o que ele fez, ou representa, ou representou. A massa ignata apenas acha “da hora”, “muito louco” ter uma camiseta do Che.
Na buena?
Estamos tão perdidos no maremoto ideológico que chega a ser infantil querer ressucitar o comunismo, a guerra fria, e todos os ícones tanto capitalistas quanto comunistas que tivemos.
Estamos à beira de um cataclima ecológico, que vai acabar com tudo, sem fronteiras ou ideologias. Neguinho vai pagar um milhão por um copo de água da torneira e não vai ter quem venda.
Quem se importa com Che? BAH, foi divertido nos anos 60 e 70, mas o mundo não acabou em 87, então, bola pra frente, que tem jogo do Grêmio hoje a noite e pela Libertadores.
E é bom achar um meio termo político rápido, porque a batata (e o planeta) está assando!!
T§
A opinião muda com o tempo… muitas vezes para pior.
Ed,
Raquel
costumo dizer “quem nunca bebeu Coca-Cola — e gostou! — que atire a primeira latinha!”
Bem, quanto a não comer no MC’Donalds acho que não perderia grande coisa