Pessimista, mas non troppo
Sabem, estou com o Folha de São Paulo aqui sobre a mesa e ia postar umas noticiazinhas pitorescas, mas não, isso não se faz, definitivamente. Mas ver a foto do Bush chorando na cerimônia em homenagem a mais um soldado americano morto no Iraque me enjoou um pouco porque ele, Bush, ofende os cínicos natos. Eu admiro qualquer cinismo que esteja abaixo da linha onde você precise ser ashohashin para estar em voga. Agrada-me o cinismo intelectual, o cinismo de Voltaire, Oscar Wilde e de Nelson Rodrigues, esses sim, grandes homens. Acho que um indivíduo ofende mais com farisaísmo como o do presidente que com ironia ou sarcasmo. É lamentável a constatação de que o sentimento inerente às sociedades contemporâneas não passe, no fim das contas, de vergonha, vergonha da humanidade, vergonha de ser parte dessa raça deprimente e, cada vez mais, decadente.
7 comentários até agora
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A sensação que tive ao ver Bush chorando foi também de vergonha. Vergonha por saber que somos feitos da mesma coisa!
Até mais!
Aonde iremos parar? Imagino o verdadeiro caos daqui a 50 anos.
Abraços…
Você já deve conhecer o dicionário filosófico de Voltaire:
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/filosofico.html
Com os cumprimentos.
e ele ainda consegue me surpreender (será que é essa a palavra?)
gostei do post.
como o Ítalo, tb me pergunto onde iremos parar e geralmente chego a conclusões trágicas.
sim, meu blog é novo!
vejamos no que vai dar.
boa noite.
Bush é uma ofensa ao meu intelecto. É tão ridículo, não há o que interpretar nele. O que o torna também um pateta profundamente sem-graça. Muito explícito, caricatura de si mesmo, ergh.
Mas, quanto ao seu comentário no meu bolog: what do you love?
estou aqui, estou aqui!