Emagreça dormindo

“A maior parte das frases de efeito e de mentiras por vaidade que foram gastas desde que o mundo é mundo por pessoas a quem estas apenas diminuíam foram empregadas com inferiores.”

Proust é confuso. E o faz propositalmente, a fim de enganar o inimigo. Mas o que ele quer dizer é simples: quem usa frases de efeito só o faz perante pessoas que considera inferiores. Ou, ainda, que pessoas importantes só fazem questão de assim parecerem na presença de humildes. Imaginem só o embaraço de um burguês ao ser confundido com um prole por um prole. Já entre ilustres, tal preocupação é inexistente. Noutras palavras - como posso dizer? -, os Sus scrofa se reconhecem entre sí - pelo cheiro. 

12 comments so far

  1. Ingrid Steinstrasser on

    Como fui? Não sei nem quero saber por enquanto. Vou corrigir tudo no final pra não me desmotivar. Mas adorei o tema de redação, ehehe. Ah, adorei esse teu post também. Muito, muito bom.

    E amanhã tem mais: química, biologia e geografia. Só 75 questões num calor de 30 graus ou mais. Barbada.

  2. Ítalo de Paula Pinto on

    muito bom …

    abraços …

  3. dr. k on

    Ei. O casaco do Julien Casablancas é aquele paletó scruffy, estilo mendigo europeu? Adoro aquilo. Onde você arrumou?

  4. Alessandro Martins on

    Em outras palavras, um gambá entre gambás não precisa disfarçar o cheiro. Antes, realçá-lo.

  5. Raquel Moniz on

    Excelente! Abomino este tipo de pessoas. Viva a humildade.

  6. evelyn on

    Adorei essa, Edd! Aquele negócio: patrão de alguém é sempre servo de outro.
    Abração!

  7. kkkarol on

    Tá com enxaqueca né? Deve ser te tanto ler o “tal” do Proust… rsss
    Bju e melhoras… :)

  8. tina oiticica on

    Gostei muito do texto. E curti demais o comentário de um gambbá entre gambás não ter que disfarçar o cheiro. Você está gostando do Proust? É uma tradução atualizada? Minha Internet continua fraquinha.

  9. Edson Junior Lain on

    Okay, people.

  10. Edson Junior Lain on

    Tina: Sim, uma nova tradução de Proust. Coisa fina.

  11. Francine on

    Verdadeiro. Muito verdadeiro o Proust.

  12. Mais um bom texto. PArabéns.


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