Godard Literato
Estive ontem na abertura da I Mostra de Cinema da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte. Em palestra, o psicólogo, cineasta e doutorando em literatura comparada Mário Alves Coutinho disse que em sua tese pretende provar que Jean Luc Godard, o polêmico cineasta francês, conseguiu com sua obra produzir, concomitantemente, cinema e literatura. Voíla.
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A capa da Piauí n°2:
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E vocês já conhecem o Universo Anárquico?
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Há alguns filmes do Godard que confirmam a hipótese do seu professor. Masculin, feminin, onde o mocinho está ora declamando Marx, ora lendo; o filme é narrado através de quinze partes mais ou menos, com frases a separá-las. Sou suspeita porque sou tarada pelos filmes do Godard, pelo Jean-Pierre Léaud e ficaria a lembrar de mais e mais filmes; quebraria a barra da tua caixa de comentários.
Pensei em mais um lance. A maneira como o Jean-Luc Godard constrói seus diálogos é literária, ou seja, ninguém fala como seus personagens, ora líricos, ora cínicos mas sempre com um francês que poderia estar em livro. Não é à toa que Godard e Truffaut escreviam para o Cahiers du Cinema antes de virarem diretores.
Tens toda razão, Tina. Também concordo com a tese do Mário, que não, não é meu professor. Thanks.
Finalmente, comprei a Piauí – e a Rolling Stone, também. Sobre a primeira, achei-a meio pretensiosa e uma cópia meio disfarçada do projeto gráfico da Wired.
Não é que não tenha informações interessantes. Tem. Mas acho que a linguagem ficou um pouco pesada, talvez consequência do padrão gráfico.